2019-07-10

Projetos do Brasil e da Guiné-Bissau ganham prémio da Organização das Nações Unidas para o Ambiente

Projetos do Brasil e da Guiné-Bissau

Projetos do Brasil e da Guiné-Bissau ganham prémio da Organização das Nações Unidas para o Ambiente


Este ano o Prémio Equador das Nações Unidas foi atribuído à Associação Indígena Kisêdjê e o Conselho Indígena de Roraima, no Brasil, e ao Conselho de Gestão da Área Marinha Protegida Comunitária Urok, da Guiné-Bissau. Sendo uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Prémio Equador procura premiar soluções inovadoras e com base na natureza, que permitam enfrentar os desafios das alterações climáticas, ambiente e pobreza. 


De acordo com o PNUD, a Associação Indígena Kisêdjê, "transformou o status quo, recuperando as suas terras tradicionais e desenvolvendo um modelo de negócio inovador que utiliza o pequi, uma árvore nativa, para restaurar paisagens, promover a segurança alimentar e desenvolver produtos para o mercado local e nacional" e o Conselho Indígena de Roraima, "garantiu os direitos de 1,7 milhões de hectares de terras tradicionais para 55 mil povos indígenas", ao mesmo tempo que "promove a resiliência ecológica e social por meio da conservação de variedades tradicionais."


A atribuição do prémio ao Conselho de Gestão da Área Marinha Protegida Comunitária Urok, veio reconhecer o trabalho de conservação e desenvolvimento sustentável que tem vindo a ser desenvolvido nas ilhas Urok, nos Bijagos. Os habitantes das ilhas Urok são descritos como "utilizadores do conhecimento tradicional para proteger o ecossistema marinho e de mangais críticos para mitigar as alterações climáticas, reduzir a erosão costeira e assegurar meios de subsistência sustentáveis para os povos indígenas dos Bijagós."


A edição deste ano atribui 22 prémios, tendo os mesmos sido selecionados entre 847 candidatos de 127 países. Aos vencedores será entregue um prémio de 10 mil dólares, numa cerimónia que decorrerá a 24 de setembro em Nova Iorque.